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Archive for the ‘Poesia’ Category

Dó Do Marreco

Fiquei com dó do Marreco
Ai, que dó do Marreco!
Ô, Marreco, que dó de você
De todos os marrecos, você vai entender

O Marreco brigou com o Lago
E o Lago ficou perplexo
Pois de trégua não quis saber
E não havia mais o que dizer

Ninguém nunca soube
Como o Lago era infeliz
Porque todo marreco que chegava
O pobre Lago insultava

— Que há, Marreco? – perguntei –
O que eriçou suas penas?
O Marreco grasnou desconsolado:
— Não tenha dó de mim, estou muito irritado!

O Lago foi incompreendido
Tinha tão boas intenções!
E se o Marreco tivesse oportunidade,
Entenderia, e perdoaria de verdade

O Lago foi me explicar,
E ai, que dó do Marreco!
Ele foi embora, e nunca saberia
Da verdade, que afinal, o Lago me contaria:

Que disse o Marreco pro Lago: — “Quéck!”
E pensou que o Lago não respondeu.
Mas disse, na verdade, o Lago: — “…”
E o Marreco não entendeu!

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O Ai do Pato

O Pato fez ai.
Ai do pato!!!!
Ai do pato!!!
O pato fez: Ai, ai, ai do Pato!

Oh, Pato!
Ai do pato! (ai do pato).
Ai do pato, o pato fez ai.

O Pato fez ai.
Ai do Pato!

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Cometi um Erro

Cometi um erro.
Mostrei a alguém algo que não devia ter mostrado.
Este alguém leu aquilo que não deveria ser lido
E constatou aquilo que não deveria ser verdade:
Estraguei algo que poderia ter acontecido
Roubei uma vida que poderia ter vivido
E perdi uma chance que não deveria ter perdido:
Conhecer um universo que nunca seria explorado;
Experimentar um novo gosto que deveria ser proibido;
E viver uma outra vida que não poderia ter vivido…
Mas termino preso onde eu não gostaria de ser confinado:
No mesmo erro que eliminou o que eu poderia ter conhecido
Só porque mostrei a alguém algo que não devia ter mostrado.
Cometi um erro.

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Poema Deprimente

As coisas estão movendo-se sozinhas.
As coisas estão movendo-se sozinhas.
As coisas estão movendo-se sozinhas.
Sozinhas, movendo-se sozinhas
Eu quero fugir, sozinho.
Movendo-me sozinho. Sozinho.
Como as coisas
Todas tortas, coisas tortas…
Alguém endireite-as! Alguém as ponha no lugar! Estão tortas…
Estão em liberdade. Sozinhas, fugindo tortas. Tristes. Movendo-se sozinhas.
Eu quero tudo novo, eu quero tudo novo.
Alguém pode me escutar? Eu queria
Tudo novo, porque as coisas ficam tristes.
Como pássaros.
Como pássaros no meu telhado.
Em círculos. Voando em círculos, sozinhos.
Bem devagar.
As coisas estão movendo-se sozinhas. Bem devagar.
Eu quero sair
Eu quero fugir
Eu quero sair
Eu devo fugir
Me ajude a fugir…
Com os pássaros.

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Comentário
Em todo lugar, espalha-se o câncer de Jah.
Isto, originalmente era a letra para uma música que criei… mas não sou músico, então não me peça pra cantar.

Estamos em todo lugar
Você não pode evitar
Como um câncer de Jah
nós vamos proliferar
Você não pode evitar
Sua vida mudar
Seu mundo vai revirar
Sua alma ressuscitar
E a guerra vai começar
E até você vencer
Até você se entregar

by Lev – 18/02/2003

Até seu último suspiro
Até seu último pensar
E até você vencer
Até você se entregar

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Minha primeira Deviação…
Sejam bem-vindos, encontrem-se…
E libertem-se.

ALI >>                     'onde?                            'onde?
       ALI >>                                     'onde?
              ALI >>           'onde?                                      'onde?
                     ALI >>                'onde?                                         'onde?
                            ALI >>               'onde?                'onde?
                                   >> AQUI AQUI AQUI AQUI AQUI <<
       'onde?                                          'onde                   << ALI
                       'onde?                                                            << ALI
                                                                         'onde?                 << ALI
          'onde?                                'onde?                                              << ALI
                                  'onde?                             'onde?                                <<
ALI

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Comentário
Escutando os instrumentos a serem afinados, a bateria treinando, os microfones sendo dispostos, à espera de uma reunião… e essa foi a inspiração

Pedestais; Pedestais, microfones e pedestais.
Ah, guitarras, baixos e baterias, microfonia e pratos que batem.
Pedais, pedestais, degrais cubos e caixas tais.
Ó mesa, fios e toca-fitas, A Grande Bateria!
MICROFONIA!! MICROFONIA!! Ó Grande Bateria….
Luzes, portas, teclado: tamanha microfonia.
Baixo e violão, microfones e pedais.
Emaranhados de fios, fios, quantos fios.
Som, fios, fios e fios. P-dois, P-dez, fios, som e vocal.
E o vocal. E as tomadas e o vocal.
MICROFONIA! MICROFONIA!

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